No dia 5 de dezembro a turma “Viver a Arte”, da Unisseixal, realizou uma visita de estudo a Cascais, ao Museu Condes Castro de Guimarães. A deslocação foi nos transportes públicos, de autocarro, barco e o comboio. Correu tudo muito bem e o tempo esteve a nosso favor, embora nublado.

Cascais é uma vila situada na Área Metropolitana de Lisboa.

A sua origem enquanto entidade independente data da Carta da Vila, de 7 de junho de 1364, na qual o Rei D. Pedro I de Portugal a separava do termo da vila de Sintra, em virtude do seu desenvolvimento económico. Administrativamente, apenas se torna independente em 1514, data em que é provida de um foral próprio. Ocupado desde o Paleolítico, e com um importante património arqueológico, o município esteve desde cedo voltado para a produção agrícola, pesqueira e para a extração de recursos.

Foi, no entanto, a partir da 2ª metade do séc. XIX, altura em que os banhos de mar começaram a ser apreciados, que Cascais sofreu um impulso que a transformou numa estância de veraneio muito em moda. O principal impulsionador da transformação foi o Rei de Portugal D. Luís I, que em 1870 converteu a fortaleza da cidadela na residência de verão da monarquia portuguesa. Hoje em dia, Cascais é uma localidade muito animada e cosmopolita, que conserva ainda o seu ar aristocrático e, tem-se afirmado como um dos principais subúrbios de Lisboa e um dos principais destinos turísticos do país.

Nos últimos anos, o município tem vindo a criar um verdadeiro microclima cultural com a implementação e desenvolvimento daquilo a que chama de Bairro dos Museus. Muito interessante e bem organizado.

O nosso objetivo era visitar a Casa das Histórias Paula Rego, o Palácio da Cidadela Museu da Presidência e o Museu Condes Castro de Guimarães. No entanto, devido a vários imprevistos que nos ultrapassam só nos foi possível visitar o Museu Condes Castro de Guimarães. Este museu está instalado na antiga Torre de S. Sebastião, que foi edificada entre 1897 e 1900, na enseada de Santa Marta por iniciativa de Jorge O'Neill, um aristocrata e financeiro de ascendência irlandesa.

Uma obra notável da arquitetura de veraneio Cascalense. O edifício é de estilo revivalista e guarda uma valiosa coleção de arte e uma biblioteca com exemplares raros, com destaque para um manuscrito de 1505.  O recheio foi doado à vila de Cascais. Destacam-se as pinturas da época da sua edificação, baixelas do séc. XVII, porcelanas orientais, escultura, ourivesaria, mobiliário e porcelana, entre outras, provenientes da China, da Índia e do Brasil, além da Europa e mais de 25 mil livros. Estes objetos estão distribuídos ao longo do percurso da visita, de acordo com a sua função e as vivências do palácio. Entre as pequenas coleções, descobrem-se escaravelhos egípcios, relógios de duzentos anos que ainda trabalham, leques europeus e orientais e um núcleo de ícones russos. O maior tesouro da biblioteca do Conde é a Crónica do Rei D. Afonso Henriques, escrita por Duarte Galvão no século XVI. Este códice pode ser consultado em e-book no Museu ou no site Cascais Cultura.

Este conjunto está integrado no atual Parque Marechal Carmona (ou da Gandarinha), onde se situa também a Ermida de S. Sebastião, datada aproximadamente de 1594.  A antiga Torre de S. Sebastião passa a Museu por mérito de Manuel Inácio de Castro Guimarães (1858-1927), segundo proprietário da Torre de S. Sebastião, agraciado com o título de Conde de Castro Guimarães, por D. Manuel II, em 1909.

A visita foi guiada pelo Fábio, muito conhecedor e entusiasta a falar de toda a história, não só do edifício, mas também da família e de todas as obras de arte que pudemos observar.  Foi uma visita rica de Arte e Arquitetura.

Apesar do tempo pouco convidativo a sair de casa, os resistentes não recearam em aventurar-se a fazer esta visita e acho que foi do agrado de todos. Depois da visita fomos almoçar muito perto da estação do comboio porque ainda nos esperava mais uma surpresa, desta vez, ao Palácio Anjos, em Algés.

Nesta exposição, não tivemos visita guiada porque foi agendada à última da hora. No entanto, tínhamos à espera um funcionário com toda a informação que nos facilitou a visita à exposição “World Press Cartoon”, uma das mais importantes exposições mundiais de humor gráfico, com cerca de 300 obras de 151 cartoonistas de 41 países.

O World Press Cartoon não é apenas uma competição, é uma celebração da liberdade de expressão e um tributo à coragem dos artistas que usam o lápis e o humor para nos fazer pensar. Entre os temas mais destacados estão o regresso de Donald Trump à política, o impacto de Elon Musk, a guerra na Europa, os direitos das mulheres e os desafios da Inteligência Artificial. Cada desenho oferece uma perspetiva única sobre o mundo atual, combinando arte, humor e reflexão. Valeu muito a pena esta visita e todas colegas ficaram satisfeitas por a terem visitado.

Albina Moura Rodrigues

Museu Condes Castro de Guimarães