“Dia Internacional da Mulher: História, Conquistas e Desafios”

No dia 11 de março de 2026, pelas 16h15, realizou-se no auditório da Unisseixal, mais uma Quarta-Feira Cultural,  com a presença da sua Direção, uma palestra dedicada ao tema “Dia Internacional da Mulher: História, Conquistas e Desafios”, proferida pela Dra. Herta Araújo, psicóloga e professora da Unisseixal da  turma de Mandalas Terapêuticas: O Espelho do Eu. 

Durante a sua intervenção, a oradora apresentou uma reflexão sobre a origem e o significado do Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março. Recordou que esta data tem as suas raízes nas lutas das mulheres por melhores condições de trabalho, igualdade de direitos e participação na vida política e social. No início do século XX, em vários países industrializados, mulheres organizaram greves e protestos para reivindicar direitos fundamentais, como jornadas de trabalho mais justas, melhores salários e o direito ao voto.

A palestra destacou ainda que, com o passar do tempo, o 8 de março se tornou um símbolo global da luta pela igualdade de género. Em 1975, durante o Ano Internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas passou a celebrar oficialmente esta data, reforçando a sua importância como momento de reflexão sobre os progressos alcançados e os desafios que ainda persistem.

No panorama mundial, foram referidas diversas conquistas obtidas nas últimas décadas, nomeadamente no acesso das mulheres à educação, ao mercado de trabalho e a cargos de liderança. Contudo, foi também salientado que continuam a existir desigualdades significativas em várias partes do mundo, como diferenças salariais, menor representação feminina em posições de poder e situações de discriminação e violência.

Relativamente a Portugal, a oradora destacou a evolução dos direitos das mulheres ao longo do século XX e início do século XXI, sublinhando a importância da Revolução de 25 de Abril de 1974 na transformação da sociedade portuguesa e na consolidação da igualdade de direitos. Desde então, foram implementadas diversas medidas legislativas e políticas públicas destinadas a promover a igualdade de género e a proteção contra a violência doméstica.

A sessão abordou também o papel das diferentes gerações na construção de uma sociedade mais justa. Foram recordadas figuras marcantes da história portuguesa, como Carolina Beatriz Ângelo, Ana de Castro Osório, Maria de Lourdes Pintasilgo e Sophia de Mello Breyner Andresen, de entre outras mulheres que se destacaram na defesa dos direitos, na cultura, justiça e na intervenção cívica.

A palestra constituiu, assim, um momento de reflexão e partilha de conhecimento, reforçando a importância de valorizar o percurso das mulheres ao longo da história e de continuar a promover uma sociedade baseada na igualdade, no respeito e na justiça.

BM/AM