Leitura e explicação dos provérbios sobre os animais

- Quem têm medo compra um cão.

- Cão que ladra não morde.

- Mal ladra o cão, quando ladra de medo.

- Apanhar um cão pelas orelhas é meter-se em questões alheias.

- Os cães ladram e a caravana passa.

- Burro velho, não aprende línguas.

- Vozes de burro não chegam ao céu.

- Albarda-se o burro à vontade do dono.

- Todo o burro come palha, a questão é saber dá-la.

- Quando um burro zurra, o outro baixa as orelhas.

- Não é por grandes orelhas, que o burro vai há feira.

- Burro velho não toma andadura.

- Mais vale asno quem carregue, que cavalo que me derrube.

- A cavalo dado, não se olha o dente.

- Olho de amo, engorda o cavalo.

- Quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele.

- Os lobos não se comem, uns aos outros.

- Quem corre a duas lebres, não apanha nenhuma.

- Ovelha que berra, bocado que perde.

- Quem cabritos vende e cabras não têm, d’algum lado lhe vem.

- Raposa que morde, não caça galinhas.

- Não contes com os pintos antes de nascidos.

- Não contes com o ovo, no cu da galinha.

- Grão a grão, enche a galinha o papo.

- Galinha que canta, quer galo.

- Onde canta o galo não canta a galinha

- Velha galinha faz boa cozinha.

- Mais vale um pássaro na mão, que dois a voar.

- Todo o pássaro vai ao trigo, só o pardal é que paga.

- Não acordes o gato que dorme.

- Gato escaldado de água fria tem medo.

- Gaivotas em terra é sinal de tempestade.

- Quem vê o céu na água, vê os peixes nas árvores.

- Quem quer peixe, molha o cu.

- Por São Lucas, mata teus porcos e tapa tuas cubas.

22 de Abril 26

Poemas de Manuel Alegre

Leitura de um poema de Manuel Alegre de Melo Duarte,
que nasceu em Águeda, a 12 de maio de1936.
Estudou Direito, na Universidade de Coimbra, aonde foi um ativo dirigente estudantil.
Livros: Praça da Canção - 1965; O canto e as armas – 1967

LIBERDADE - Manuel Alegre
Sobre esta página escrevo
teu nome que no peito trago escrito
laranja verde limão
amargo e doce o teu nome.
Sobre esta página escrevo
O teu nome de muitos nomes feito água e fogo lenha e vento
Primavera pátria exílio.
Teu nome onde exilado hábito e canto mais do que nome: navio onde já fui marinheiro
naufragado no teu nome.
Sobre esta página escrevo o teu nome: tempestade
E mais do que nome: sangue. Amor e morte. Navio.
Esta chama ateada no meu peito
por quem morro e por quem vivo este nome rosa e cardo
por quem livre sou cativo.
Sobre esta página escrevo o teu nome: LIBERDADE

Manuel Alegre
29 de Abril 2026