Universidade Sénior do Seixal

Visita de Estudo da turma de Património Histórico e Natural

v1 Visita de Estudo da turma de Património Histórico e Natural aos jardins e à mata da Quinta da Princesa

Situada na freguesia da Amora a extensa Quinta da Princesa, com várias dezenas de hectares, estende-se entre o Sapal de Corroios e as Quintas vizinhas (do Talaminho, do Palácio do Infante, da Bela Vista, do Muxito e de Santa Marta). Quinta muito antiga, que remonta à segunda metade do séc. XIV, teve vários e distintos proprietários até à atualidade: David Negro, D. Nuno Álvares Pereira, D. Brites Pereira, Casa de Bragança, Casa do Infantado, Infanta D. Maria Francisca Benedita, Hospital dos Inválidos Militares de Runa, Infanta D. Isabel Maria, Colégio dos Missionários Ingleses de S. Pedro e S. Paulo, Infante D. Augusto de Bragança, D. Afonso Duque do Porto, Rainha D. Maria Pia, D. Manuel II, Rainha D. Amélia e, desde 1942, D. Ana de Jesus, bisneta da Infanta D. Ana Maria de Bragança, e seus herdeiros.

O objetivo da nossa visita foi conhecer, essencialmente, algumas das espécies vegetais exóticas e árvores pouco comuns no Concelho do Seixal, que se podem encontrar nos jardins e na mata desta importante Quinta. O importante conjunto residencial construído, do séc XVIII, não foi considerado um motivo da nossa visita, pois era importante preservar a privacidade da família residente.

O ponto de encontro dos alunos foi junto às instalações de captação de água, donde v2 partimos rumo à descoberta guiados pelo Prof. Manuel Lima. A manhã estava fria mas estávamos devidamente “equipados” para enfrentar esta contrariedade. Esperáva-nos uma aula ao ar livre, de grande interesse, sobre o Património Natural da Quinta da Princesa.

Já na Quinta, as espécies que o Prof. Manuel Lima nos foi mostrando e identificando:

- Pimenteira-bastarda (Schinus molle), da família das Anacardiáceas.

- Açofeifa-maior (Zizuphus), da família das Ramnáceas.

- Carvalho-alvarinho (Quercus robur), da família das oleáceas.v3

- Aderno (Filia platiformea), arbusto da família das oleáceas.

- Freixo (Fraxinus angustifolia), árvore da família das oleáceas.

- Acanto (Acanthus mollis), espécie herbácea da família das Arcantáceas.

- Gilbardeira (Ruscus Aculeatus), planta arbustiva da família das Asparagáceas.

- Buxo-gigante (Buxus sempervirens), planta da família das Buxáceas.

- Alfarrobeira (Ceratonia siliqua), da família das Fabáceas.

- Pinheiro-manso (Pinus pinea), da família das Pináceas.

- Aroeira, planta arbustiva da família das Anacardiáceas.

- Jarro-bravo e Jarro comum, da família das Araceas.

- Fitolaca americana (Phytolaca americana), da família das Fitolacáceas.

- Oliveira-brava (olea europaea sylvestrys), da família das oleáceas.v4

- Plátano, da família das Platanáceas.

- Ulmeiro (Ulmus), da família das Ulmáceas.

- Azinheira (Quercus ilex).

O solo da mata, de boa qualidade, e a abundância de água levam a que muitos arbustos v5adquiram o porte de árvores  (casos da Aroeira e do Buxo). Em muitos dos caminhos que percorremos os estratos herbáceos, arbustivos e arbórios estavam de tal forma misturados e entrelaçados que dificultavam a identificação das espécies.

No trilho que nos levou até junto do Sapal, pouco utilizado, a vegetação um pouco cerrada dificultava a nossa passagem.

Mas a nossa curiosidade e o entusiasmo em querer ver e conhecer venceu esses obstáculos. Junto do Sapal podemos observar os lagos da Piscicultura Esperança, com alguns Mergulhões e Patos a nadar, e ver o lago de maré da Quinta, no esteiro de Algenoa, onde outrora a fidalguia usufruia de momentos de lazer (que deviam ser muitos momentos, penso eu).

Ainda na mata admirámos o Aqueduto que estava associado ao sistema de rega e, no jardim, o interessante Lago ornamental.

Já no final da visita tirámos uma foto de grupo junto à Azinheira centenária, v6classificada de interesse público (uma das 3 árvores classificadas no Concelho do Seixal), e tivemos a oportunidade de cumprimentar e de agradecer à proprietária da Quinta pela amabilidade que teve em nos abrir os portões da sua propriedade.

Foi um excelente dia de aulas ao ar livre.

Prof. Manuel Lima, obrigado pela iniciativa que tanto nos agradou.

Texto de Carlos Neves

Fotos de Natália Neves e de Alberto Maia

       Ver também uma completa reportagem fotográfica  por Alberto Maia

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