Universidade Sénior do Seixal

(Português) Convento de Cristo em Tomar e Museu Nacional Ferroviário no Entroncamento

Visita de Estudo da Turma de Património Histórico e Natural, do Professor Manuel Lima, realizada no dia 16 de novembro de 2019.

Foi neste dia, sábado, que um numeroso grupo de alunos desta disciplina efetuou a 1ª Visita de Estudo do ano letivo em curso, idealizada e organizada pelo nosso professor Manuel Lima. Teve como objetivo visitar e conhecer com mais pormenor o Convento de Cristo em Tomar e o Museu Nacional Ferroviário no Entroncamento. Saímos da Amora às 7:30 e chegámos a Tomar já passava das 10 horas.

Um pouco da História de Tomar

Tomar, cidade templária, no distrito de Santarém, atravessada pelo rio Nabão, foi conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques. A origem do Castelo de Tomar está ligada aos primórdios do reino de Portugal e à presença dos cavaleiros templários na península Ibérica.
Em 1159, Tomar foi doada à Ordem dos Cavaleiros Templários, pela sua participação nas conquistas de Santarém e de Lisboa. Em 1160, o Grão-Mestre desta ordem, Gualdim Pais, iniciou a construção do Castelo e da Igreja Conventual de Tomar. Entre 1160 e 1169 os templários concentraram os seus esforços nesta construção, que viria a ser a sede dos Templários em Portugal.
Em 1312 o Papa Clemente V decreta a abolição da Ordem do Templo. Em 1357 a sede da Ordem de Cristo, entretanto criada no reinado D. Dinis, em 1319, e na qual foram integrados os cavaleiros templários, é instalada na antiga sede Templária (a sede primitiva da O.C. foi em Castro Marim). Em 1457 o Infante D. Henrique é nomeado para governador e regedor desta ordem. Em 1834,no reinado de D. Maria I, com a extinção das ordens religiosas masculinas, a Ordem de Cristo é extinta. Mais tarde, D. Manuel II decide manter a O.C. enquanto Ordem Honorífica.

A visita ao convento.

Iniciámos a visita ao convento tendo como guia o nosso professor Manuel Lima, que se preparou muito bem para esta tarefa, guiando-nos por claustros, pátios e outras dependências, mostrando e explicando os pormenores mais importantes desses locais. Foi um excelente trabalho, professor.
O Convento de Cristo em Tomar é o expoente máximo de um monumental conjunto arquitetónico, que inclui: o Castelo Templário de Tomar (o mais avançado dispositivo militar da época), a Charola Templária (oratório dos cavaleiros templários, em rotunda, cuja construção ficou concluída em 1190) e Igreja Manuelina, a Cerca conventual (hoje conhecida por Mata dos sete montes), a Ermida da Imaculada Conceição e o Aqueduto conventual (também conhecido por aqueduto dos Pegões).
A presente configuração deste grandioso complexo, que foi reconfigurado e expandido ao longo de sete séculos, reflete os estilos arquitetónicos dos períodos históricos em que foi edificado: românico, gótico, manuelino, renascentista, maneirista …
Foi uma excelente visita muito proveitosa e agradável.

Terminada a visita, seguimos para o restaurante, em Tomar, onde almoçámos. Foi um bom almoço, onde os participantes tiveram a oportunidade de desfrutar de um saudável convívio. Creio que foi do agrado de todos.

E seguimos para o Entroncamento, para o Museu Nacional Ferroviário do Entroncamento.

O Entroncamento, cidade desde junho de 1991, do distrito de Santarém, deve o seu nome ao facto de aí se encontrarem duas linhas de caminho-de-ferro: a linha do Norte e a linha da Beira Baixa. O desenvolvimento do Entroncamento está associado aos caminho-de-ferros. A cidade também é vulgarmente conhecida como sendo a terra dos fenómenos (fenómenos relacionados com a produção de produtos agrícolas com grandes dimensões).

O Museu Nacional Ferroviário

O museu, que reabriu em maio de 2015, está instalado no complexo ferroviário do Entroncamento, onde ocupa uma área de 4,5 hectares.
No antigo armazém de víveres, podemos ver a exposição permanente, com peças que nos contam a história dos comboios e do caminho-de-ferro em Portugal: são equipamentos de comunicação, informação e sinalização, de estação, escritório e bilheteira, de proteção e segurança, etc.
Na rotunda de locomotivas está uma exposição de locomotivas a Vapor e nas antigas oficinas está uma vasta coleção de material circulante que inclui: locomotivas a Vapor, a Diesel e Elétricas, o célebre comboio Real (utilizado pela Família Real Portuguesa para viajar pelo país), o comboio Presidencial (para deslocações do Chefe de Estado entre 1930 e 1970), outras composições de vários tipos e máquinas ferramentas.
É um museu muito interessante, que vale a pena visitar, com tempo e, se possível, com guia local que nos conte a história de cada uma daquelas máquinas.
Após esta visita, regressámos à Amora. O tempo foi nosso amigo, sem chuva e com uma temperatura amena. Obrigado ao Prof. Lima, pelo seu empenho na organização deste evento.
Até à próxima visita, amigos.

 Texto de C. Neves

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